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Franquia de LAN House atrai ex-dekassegui
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| Marcos Inayama em sua LAN House |
Quem pensa que o Brasil é um País que não oferece oportunidades está enganado. Marcos Inayama, 26 anos, é um bom exemplo de que tudo depende da escolha, do conhecimento da área e da dedicação pessoal para o empreendimento decolar. Ele venceu o receio e aplicou suas economias na Monkey, uma franquia de LAN house (Local Área Network), no bairro de Higienópolis, em São Paulo, que atrai mais de 100 pessoas por dia. A casa oferece jogos em rede, serviços de informática e de acesso a internet. Para maior conforto dos clientes, possui ainda minibar, que serve aperitivos, refrigerantes e sucos. Atualmente, as LAN Houses são ponto de encontro e de diversão de pessoas de várias idades.
Ter um empreendimento próprio era algo distante para Inayama, que foi para o Japão, em 2000, com o objetivo de ajudar a família. “Nunca me passou pela minha cabeça ser dono de alguma coisa”, afirma. Voltou no final de 2002 e percebeu que o mercado de trabalho estava difícil, e os salários cada vez mais achatados, mesmo para profissionais especializado como ele, que é formado em processamento de dados.
Essas, entre outras, foram as razões que despertaram o ex-dekassegui para o mundo dos negócios. “Foi espontâneo. Queria melhorar de vida, vi que LAN House era um ótimo negócio e decidi apostar no negócio”, conta.
Monkey/Cedida As LAN Houses são hoje ponto de encontro e de diversão Antes de iniciar a franquia Inayama trabalhava com suporte de computadores. “Quando surgiu a moda das LAN Houses logo me interessei. Tinha tudo a ver com a minha carreira e percebi que o retorno do investimento era rápido”, conta. Segundo ele, fazer o que gosta e o que sabe é o segredo na hora de investir.
Para ter capital suficiente para investir o ex-dekassegui teve que dar duro, em jornadas de mais de 12 horas nas fábricas japonesas de Tóquio e Ibaraki. “Não foi fácil. O idioma foi minha maior dificuldade”, afirma.
Mas o esforço compensou. Enquanto muitos brasileiros ficam mais de 10 anos no Japão, Inayama conseguiu juntar o suficiente para abrir seu próprio negócio em 1 ano e 9 meses. “Quando falo o quanto economizei em dinheiro e o tempo que trabalhei lá, ninguém acredita”, conta.
Ele não queria ficar muito tempo longe de casa e fez um regime bravo para voltar mais rápido e com uma boa economia. Segundo ele, muitos que vão para lá se deslumbram, querem ter uma vida com luxo e não conseguem economizar.
Dedicação também é um dos elementos que fazem de Inayama um empresário de sucesso. Apesar de ter quatro funcionários, ele passa 10 horas por dia trabalhando. “Nos fins de semana aumenta a carga horária. Chego a ficar muitas vezes mais de 13 horas”, comenta. Mas isso não é problema para ele. “Minha experiência no Japão me ajudou a ter bastante resistência quanto à carga de trabalho”.
Dica para os dekasseguis
Para o brasileiro que está prestes voltar ao País, Inayama recomenda:
1- “O ideal é vir com o dinheiro bem definido. Uma parte para se manter, no mínimo, por 3 meses, até terminar os procedimentos de analise, pesquisa e decisão do negócio que se pretende montar, e outra parte para iniciar e manter o negócio”. 2- O dekassegui tem de manter contato com o Brasil para saber o que está dando certo no País”.
Dicas para não deixar que seu negócio vire mico:
1- Pesquisar bastante a área na qual se pretende montar o negócio, analisando o público alvo e o tamanho da cidade. 2- O dono tem de fazer o que sabe e gosta. 3- É preciso muito esforço e dedicação. 4- Não desistir nas primeiras dificuldades. |